Saída pela direita...

Se você detesta brócolis, a ciência acaba lhe dar a melhor desculpa para driblar sua tia diante daquele prato de brócolis cozido que ela colocou na sua frente. Segundo pesquisadores da Filadélfia, o problema é genético.

Em um artigo da revista Current Biology de setembro, as pessoas que possuem um gene hTAS2R38 (sensível a brócolis) duplicado sentem um sabor muito mais amargo ao comer este vegetal do que outras.

Voltando à cena em que a vítima está diante do prato lotado de brócolis e dos olhares ansiosos de seus familiares... 

A primeira saída é explicar todo o processo da pesquisa em detalhes até que chegue a sobremesa. Outra opção ainda mais efetiva é distribuir cópias do artigo aos familiares e dar cabo do brócolis enquanto eles se divertem com a leitura. A terceira opção, que mais me agrada, é dizer a verdade: "sou genéticamente evoluído e desenvolvi uma alergia grave a esse ser híbrido vegetal-alienígena, que está invadindo a Terra ao ser ingerido, diariamente, em todos os lares do mundo".

Obviamente, quem me enviou este artigo detesta brócolis e todos os outros vegetais da natureza, exceto alface... e só crespa. Esse tipo de excentricidade alimentar - também conhecida como 'frescura' ou 'falta de uns bons tabefes' - a ciência certamante deveria estudar. Aguardo estudos sobre a teoria de Darwin e o feijão com arroz.

Em tempo: adoro brócolis. Dizem que faz muito bem para o estômago. Refogada com alho, na manteiga e com um pouquinho de shoyo fica sensacional. Me deu fome. Vou almoçar.

Aleluia!

Agora é pra valer. Há mais de quatro anos tenho lido notas e matérias sobre a chegada da rede de cafeterias Starbucks por aqui. Hoje, reportagens em cadernos de economia anunciam que a rede abrirá duas lojas no Shopping Morumbi, até dezembro. Mais uma felicidade para os moradores da metrópole movida a cafeína.

Neste tempo todo, muitas vezes me peguei sonhando com o 'caramel macchiato', que só tomava quando estava entre os americanos do norte: expresso, leite, essência de baunilha e calda de caramelo. Lembrar do iced coffee com creme na latinha também era outro drama.

Na reportagem da Folha de S. Paulo, a Starbucks Brasil Comércio de Cafés diz que o visual das lojas seguirá o modelo dos Estados Unidos. O café colombiano será importado de Seattle, onde fica a central de torrefação da empresa. Só espero que eles não estraguem tudo oferecendo aqueles baldes de café aguado por aqui.

Resta saber se o encanto da sereia de duas caudas, que hipnotiza os visitantes da Starbucks, vai convencer o brasileiro a pagar mais caro por seu café. Lá fora, o cafezinho mais barato sai por 3 dólares.

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