Distúrbio de déficit de atenção

Por Renata Mesquita*

Como a Dani já vem pregando nessas páginas virtuais, a Mooca, bela, tem lugares ótemos e sensacionais para jogar algumas horas de conversa fora na companhia agradável de deliciosos quitutes e chopes bem tirados. Mas há de se prestar atenção, coisa que eu não costumo fazer.

Queria ir ao Elídio Bar com um grupo de meninas, depois de fazer a maior propaganda do "Mooquinha", mas vacilei e acabei sentada numa das mesas do Autêntico creeente que estava no bar certo. Primeiro, nada do lanche aparecer no cardápio. Foi só aí que eu me toquei... quer dizer, na verdade a Claudia virou para mim, apontando para o outro lado da rua: "Mas o Elídio não é ali?". E tome gozação...

Já tínhamos pedido bebidas e o balcão de acepipes parecia honesto, decidimos ficar. OK, não foi a pior experiência do mundo, mas o atendimento deixa muuuuito a desejar. O garçom me perguntou três vezes que bebida eu queria, e eu tinha pedido um singelo guaraná. A Paulinha, recém-grávida com manias de recém-grávidas, pediu um suco de limão sem açúcar... e o cara me aparece com um suco de limão com leite condensado!!

A lista de pontos negativos aumentou com a porção de carne-de-sol com mandioca, bem chinfrim, e com o banheiro feminino, simplesmente disgusting. E só subiu quando outro garçom, o menos atrapalhado, ao trazer a conta soltou a pérola: "Em sete anos nessa empresa vital eu nunca servi uma mesa mais bonita". Os caras podem não primar pelo atendimento, mas mandam ver nos galanteios...

*Rê Mesquita é jornalista, adora inventar moda e cometer deliciosos pecados da gula. Agora a Rê também confessa tudo aqui no Braun Café.

No coffee for you!

Quem trabalha na região da Vila Olímpia e foi tomar um expresso com canudinho de chocolate  (hummm...), esta semana, na Kopenhagen  recebeu a notícia de que a loja não estava vendendo café por conta da alta demanda pelos ovos de Páscoa.

No melhor estilo Soup Nazi, de Seinfeld, a loja sequer deixou um aviso na porta. O Nando, por exemplo, só ficou sabendo do remanejamento no balcão. No coffee for you!

Além de perder os fregueses do tradicional cafezinho-pós-almoço-corporativo, potenciais consumidores de ovos e coelhos de chocolate, a loja ganhou certa antipatia. Para evitar as más línguas acho que a loja deveria distribuir [vejamos] três línguas de gato com o café, na próxima semana. Kopenhagen... se eu fosse como tu...

Feliz Páscoa!

Elídio e o time do coração


Conforme anunciado no toast anterior, o projeto de virar freguesa do Elídio Bar está de pé. No último sábado estive na Mooca e até tentei visitar o vizinho Autêntico, mas o cardápio não apeteceu meu bolso (18 reais uma porção de pastéis???). Atravessei a rua e não me arrependi.

Nesta segunda rodada fui direto ao balcão de acepipes. Sardinha enrolada em azeitona, cebolinhas curtidas no vinho tinto - achei que era pinhão -, gorgonzola, linguiça curada, moela em azeite e temperos, batatinha escabeche e até um mini chuchu bem temperado estavam deliciosos. O pão italiano que acompanhou a porção podia estar mais fresco, mas não atrapalhou. Já o 'pão líquido' da Brahma estava perfeito.

Os pastéis do Elídio, vendidos individualmente (2,50 reais) - exceto sabores especiais como o de bacalhau (4 reais) - são bem mais baratos que os do vizinho. O tamanho é pequeno em relação ao da feira. Por outro lado, o recheio é farto. Adorei a solução para a eterna dúvida dos botequeiros sobre o sabor dos pastéis na porção. No Elídio, o saquinho que acomoda o pastel já vem com carimbo: "Carne", "Queijo" e por aí vai.

Ao fim dos acepipes logo chegou o 'Mooquinha' fazendo presença na mesa. A versão do Elídio para o famoso 'buraco quente' vem no pão francês quentinho com parmesão gratinado no topo. O delicioso sanduba é generosamente recheado com carne moída, pedaços de tomate seco e azeitonas verdes.

E por falar em verdes, impossível deixar de notar o símbolo do Palmeiras e o "Verdão" entalhados em um quadro de madeira ao lado do caixa. Sim, o dono é palmeirense, embora alguns reviews na rede citem o "são-paulino Elídio Raimondi".

Fui tirar a dúvida e a filha, Solange, confirmou. "Ah! Ele diz que é são-paulino às vezes, brincando... diz que gosta de ver o São Paulo jogar, mas o time de coração dele é o Palmeiras mesmo", contou sorrindo. Aêêê Elídio... Primeiro de abril né?!

(18h55: Depois do resultado de hoje, o Elídio que me desculpe, mas o verdão virou freguês)

Elídio Bar - Rua Isabel Dias, 57, Mooca. Tel: (11) 6966-5805

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