Guiozão e tempulá

(Visite nosso novo estabelecimento: www.brauncafe.com.br)



Logo ao sair da estação Liberdade do metrô aquela mãozinha de fumaça do desenho do Pica-Pau já lhe conduz ao lado direito onde estão as barraquinhas de mil frituras orientais na Feira da Liberdade. Fui em um sábado e peguei a versão mais compacta. Dizem que aos Domingos é uma loucura.

Comece pela barraca da ponta da Rua dos Estudantes. Lá, a família Nakamura prepara deliciosos guiozas grelhados na hora com diversas opções de molhos para acompanhar. O guiozão vale por dois e custa 2,50 reais. Já valeu o passeio.

Depois do guioza, não há como escapar das frituras. Entre espetinhos de camarões médios e graúdos, bolinhos de peixe e até codorna resolvi provar o “tempulá”, como disse o Sr. Lei ao me entregar o disco de massa frita com alguns camarões encrustrados. Da próxima acho que vou de bolinho de peixe ou do rolão primavera que eles servem lá.

O almoço foi devidamente fechado na premiada pastelaria Yoka - oito vezes entre as melhores da cidade segundo a Veja São Paulo. As opções de recheio são convidativas, mas eu estava no espírito japa girl e deixei o pastel de carne com ovo para outro dia. Fui de tofu, shimeji e cebolinha. Não sei se era muita fritura de uma vez só, se o recheio estava farto demais ou se eu devia deixar de inventar moda, mas não deu para terminar. Estava gostoso, mas percebi que meu amor pelo tofu não é tão grande assim.

Doce de feijão é outra coisa que requer amor. Os mercadinhos próximos à feira estão cheios deles. No fim das contas ainda não provei o tal doce, mas sei que o resultado é amar ou odiar. No mercado Oriental acabei comprando chá verde com arroz torrado “não é pra comer o arroz não, mas o gosto é melhor. Eu tomo sempre”, explicou a dona do estabelecimento. O suco de lichia (2,50 reais a latinha) tem gosto de lichia mesmo. Incrível.

E a famosa padaria Ikitiri, com seu bandeijão de doces e o suco de ‘sagu’? Fica para a próxima. Eles já ficaram famosos demais (rs). O lugar estava lotado e não me deixaram tirar fotos dos pães. Poxa... os doces estavam tão a vontade. Fiz duas na teimosia. Chilikitiri!

E por falar em Liberdade, vou entrar de férias. Em breve espero ter novidades do Braun Café Internacional (diretamente do cibercafééé!).

Yoka - Rua dos Estudantes, 37 - Liberdade (SP). Tel: 3207-1795.
Comércio de Comestíveis Oriental  - Rua dos Estudantes, 38  Liberdade (SP). Tel: 3209-8830

Pô Bello...

Achei esse autógrafo ontem à tarde nos meus e-mails. O Mau escaneou pra mim em dezembro de 2002. Alguns dias antes, em um sábado, fiz minha única visita ao Pandoro, tradicional bar paulistano onde criaram o 'caju amigo'. Depois de muitos cajus com vodka e papo com os amigos entra no bar a Nair Bello. O Fernando, que levou a turma pra conhecer o happy-hour tiozinho mais famoso da cidade se empolgou e decidiu pedir para entregarem um buquê de flores no bar.

Todos animados fomos até a mesa da Nair, entregamos o buquê e recebemos de volta aquela risada gostosa. Bom... o Pandoro fechou, a Nair nos deixou ontem, depois de 75 anos sem conseguir segurar as gargalhadas e a Neide do autógrafo é uma longa história.

Vejam o que o caju amigo faz com as pessoas. Eu expliquei rapidamente para a Nair que a Neide era um personagem, um conceito de mulher dona-de-casa tradicional, que virou referência entre os amigos desde 2000. Ela economiza nas compras do mês, fala com sotaque paulistano bem carregado, detesta 'craca' no azulejo, aria todas as panelas, pensa sempre no que vai fazer de mistura pra janta (eu detesto essas palavras, mas precisava citar), assiste o programa da Palmirinha na TV (Rê Mesquita achou a paródia da 'Palmitinha' no YouTube) pra anotar a receita de arroz de forno ('risoto' né lindinho?!) e por aí vai.

Todo mundo tem uma Neide dentro de si e os homens não escapam. Outro dia passei pelo programa do Ronnie Von (a Neide adora o Ronnie) e ele estava entrevistando uma turma de jovens mulheres que montaram uma turma da Dirce, uma espécie de prima da Neide, para cultuar e manter viva a experiência das mulheres do lar.

E a Nair? Pô Bello... não tem nada mais 'Neide' do que desejar "Saúde" no autógrafo. Que linda. Vai deixar saudades.

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