Trocadillos de jamón

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Depois do pão meio dureza do Museo del Jamón, em Madri, Alê me apresentou os montaditos. Na Cervecería 100 Montaditos (foto acima) os pãezinhos são feitos na hora bem quentinhos e servidos com recheios a escolher - do apresuntado ao salmão com caviar.

O de jamón com tomate é uma delícia. Parece um molho cru de tomate que combina muito bem com o jamón salgadinho. ¿Cuánto? Um euro cada. Acompanhe com as cañas (um euro cada). Que beleza.

No dia seguinte, logo que o Valim chegou, com jet lag e tudo, já saímos nas tapas. Na Casa Toni, ao lado do hotel, tudo o que está na vitrine eles fazem na chapa. Provamos os sensacionais cogumelos e as linguicinhas chichurritas, que o PH tanto adora. São muito saborosas.

No bairro onde ficamos deu pra tapear a valer. A Cervecería Magister tem cervejas artesanais muito boas. É só pedir uma 'Rubia' ou uma 'Tostada' e escolher um pãozinho com jamón de cortesia. Depois pedimos os croquetes de jamón (croquetas ibericas), mas eram sem graça.

A Cervecería Alemana, que fica em uma linda praça, tem uma ótima tortilla - omeletão de batatas que mais parece uma torta e é servido em praticamente todos os botecos de lá. Você pode pedir para esquentarem um pouco, que fica mais gostosa. O peixe empanado deles é sensacional.

A tortilla campeã é a do El Olivar, que fica perto do Museu do Prado. O atendimento é simpático, o vinho é ótimo e eles têm tortillas com recheios. A de camarão é uma loucura.

Os espanhóis também são bons de trocadilho. Perto do El Olivar você encontra algumas pérolas como os bares "Tapéame" e "Acañada". Tiramos fotos pagando um mico, mas não dava pra resistir.

Não chegamos a entrar em um bar de pinchos, que não petiscos variados servidos no palito. Provamos as tostas. São tapas de pão torrado cobertas com ingredientes variados. No La Tosta comemos uma de gambas con alioli (molho branco de alho com camarões). De chorar.

O lugar tem as sangrias mais bonitas que já vi. Acabamos tomando uma boa cerveja. E depois da meia noite, os caras diminuem a iluminação, aumentam o som e o lugar vira balada. A solução bem prática é comum em vários botecos da área da Puerta del Sol.

Nesse esquema de bar em bar é melhor sair com dinheiro no bolso porque cada porção custa de 3 a 7 euros, as cañas geralmente custam um euro e o cartão de crédito, quando aceito, nem sempre é bem visto para pagar as cuentas de baixo valor. Mas cara feia é fome. Pagamos algumas com tarjeta mesmo.

Cervecería 100 Montaditos - Calle Madri, 28 - Madri. Casa Toni - Calle Cruz, 14 - Madri. Cervecería Magister - Calle Pincipe, 18 - Madri. Cervecería Alemana - Praza Sta Ana, 6 - Madri. Cervecería El Olivar - Calle Jesús, 6 - Madri. La Tosta - Calle Victoria, 8.

Cyber ou cafééé?

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Sei que é um crime ficar um mês sem atualizar um blog e estava morrendo de saudades do Braun Café, mas pense comigo: você prefere ficar duas horas escrevendo em um cibercafé feioso com maquininha de Nescafé ou passar estas duas horas com os amigos em um café de Madri ou em um pub de Londres?

Conto com o perdão do leitor e prometo recuperar o tempo bebido dando as dicas de uma viagem de 22 dias entre a terra do jamón e a do fish and chips para o Braun Café Internacional.

Comida de avião não vale, mas preciso comentar que o vôo da Ibéria (São Paulo-Madri) serviu purê de batatas, carne refogada e… abobrinha!!! E estava bom! A foto da exceção que confirma a regra está no Flickr.

Museo del Jamón. Depois de ver as fotos da viagem da Dani Moreira e do Vinícius para a Europa, no ano passado, esse era meu primeiro alvo em Madri. Logo depois de acertar a vida no Hostal Marlasca, lugar bem bacana e providencialmente localizado no coração dos bares de tapas perto da Puerta del Sol, eu e Alejandre Scaglia fomos dar um rolê e achar o museu.

Palácio del Jamón? Paraíso del Jamón? Não. Eu (chatonilda) queria o Museo, que o Alê felizmente encontrou em uma travessa da Calle Mayor.

A maior concentração de presuntos de pernil de porco - Serrano, Murciano, de Salamanca e muito mais - que alguém pode encontrar na vida faz juz ao nome do local, uma mistura de padoca, boteco e casa de frios, com salão de restaurante no andar de cima.

Cansados do rolê fomos direto ao salão para comermos a primeira porção de jamón sentadinhos. Aí vem a primeira lição para turistas na Europa: sentou, sorriu, pagou mais caro. Todas as comidas têm um preço no balcão e outro [maior] para quem vai se sentar. Em Londres é a mesma coisa. Então não é só por pressa ou costume que muita gente come na rua, no metrô e no balcão. O negócio é “to go”.

Prezando nossos euros, eu e Alê encostamos no balcão e pedimos o tradicional bocadillo de jamón com queso no Museo del Jamón. O jamón estava ótimo, mas o pão digamos que foi meio duro de engolir. Para ajudar, seguindo a dica de Dani e Vini pedi uma taça de sangria. Muito boa e fuerte! O espanhol não economiza no vermute. ¡Beleza! Alê foi de cerveza, ou caña (o equivalente a pedir um chope) de Amstel, que estava bem boa.

Logo vimos que o Museo é uma franquia - você sempre esbarra em um por lá. A Dani tinha indicado o Museo na rua paralela a do nosso hotel. Valeu Dan. Achamos a fachada poperô do lugar e viramos fregueses do café-da-manhã. Por 3 euros (no balcão) você toma suco de laranja, café com leite e come um belo misto quente (com presunto normal mesmo, que está ótimo) no pão (mole) de forma. Tem até croissant na chapa com manteiga. Queria ter uma padoca dessa do lado de casa.

Café-da-manhã mais barato só na Pans&Company, uma rede de fast food que serve sandubas e bagles. Por 2 euros você come dois sandubinhas okay e toma um café com leite grande. Prefiro o misto do Museo, mas tem o trocadilho da viagem: ’se pans você cola lá que é mais barato’.

Impressionante como há caça-níqueis em todos bares, cafés e museus do jamón na cidade. Deve ser a estratégia para você jogar os euros que economizou ficando em pé. Muy amigos.

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